Na imprensa
Corum paga mais de 11 milhões de euros em dividendos
29.04.2020
11,8 milhões de euros distribuídos pelos mais de 40 mil acionistas

Corum, sociedade que desenvolve soluções de poupança, distribuiu, relativamente às rendas recebidas em março e já com a quarentena a decorrer, 11,8 milhões de euros pelos mais de 40 mil acionistas com direito a dividendo.

A Corum, sociedade gestora independente focada em soluções de investimento que gere ativos avaliados em mais de três mil milhões de euros, revelou nesta quarta-feira, 29 de abril, que distribuiu, relativamente às rendas recebidas em março e já com a quarentena a decorrer, 11,8 milhões de euros pelos mais de 40 mil acionistas com direito a dividendo.

Esta sociedade sinaliza que os fundos de investimento imobiliário Corum Origin e Corum XL, comercializados em Portugal, “dedicam-se em exclusivo a imóveis comerciais e pagam potenciais dividendos mensalmente”.

“O Corum XL paga um dividendo relativo a março de 1,05 euros por ação”, avança a sociedade, acrescentando, em comunicado, que o Corum XL tem mais de 15 mil subscritores e investe por todo o mundo.

“No ano passado registou 6,26% de rentabilidade anual e no total do ano pagou um dividendo médio mensal de 0,98 euros por ação. O valor de cada ação é de 189 euros, com todos os custos incluídos”, acrescenta.

Já o Corum Origin, diz, tem mais de 30 mil subscritores, registou uma rendibilidade anual de 6,25% no ano passado, e cada ação vale 1.090 euros, já com todos os custos incluídos, dando conta de que o dividendo a pagar este mês, relativo a março, ascende a 5,45 euros por ação e que o valor médio do dividendo pago em 2019 foi de 5,44 euros por ação (excluindo o dividendo extraordinário de dezembro).

José Gavino, diretor da Corum em Portugal reconhece que “o impacto económico da crise sanitária que afeta a Europa e o Mundo continua a ser incerto no entanto, os dividendos de março pagos pelos nossos fundos estão em linha com a remuneração distribuída no ano passado”. Este responsável mostra-se confiante com a estratégia de diversificação que a Corum tem seguido nos últimos anos que, na sua opinião, poderá contribuir para que esta crise “tenha um impacto relativamente ligeiro nos nossos fundos”.

A Corum tem imóveis em 16 países que albergam empresas de diversos setores de atividade, uma estratégia seguida há vários anos para acautelar períodos de desaceleração económica.

O diretor da Corum em Portugal explica ainda que “investimos exclusivamente em imóveis comerciais, que são arrendados a empresas escolhidas criteriosamente pela sua capacidade financeira”.  Em causa estão, diz, empresas ligadas à economia real, de sectores como o retalho ou a saúde, entre outros, com contratos de longo prazo. “E é a equipa da Corum quem faz a gestão integral dos edifícios, o que nas últimas semanas resultou num importante passo para a defesa dos interesses dos investidores uma vez que permitiu uma gestão rápida e próxima dos arrendatários”, conclui.

Já no final de março, a Corum adquiriu sete edifícios em Espanha para o portefólio do fundo Corum Origin, arrendados à cadeia de hipermercados Family Cash, no valor de 33,7 milhões de euros e com uma rentabilidade de 7,12%.

O presidente da Corum, Frédéric Puzin, refere, por sua vez, que “hoje enfrentamos uma situação excecional e, mais do que nunca, temos de continuar a pensar no longo prazo, para além da pandemia”.

Por isso, conclui; “vamos ajudar os arrendatários mais afetados, adiando, se necessário, o pagamento das suas rendas. Isto vai permitir-lhes ultrapassar a atual conjuntura e retomar a atividade o mais rápido possível”.

Numa perspetiva de longo prazo, o presidente da Corum, revela que a sociedade está atenta “às oportunidades de mercado que se avizinham, como aconteceu, no mês passado, com a aquisição de uma cadeia de supermercados em Espanha”.

“Acreditamos que vamos encontrar bons investimentos para o portefólio dos nossos fundos, foi o que aconteceu em 2014, quando fizemos a nossa primeira aquisição em Portugal, na altura a recuperar da crise de 2011” conclui.

 

Fonte: Jornal Económico