Na imprensa
Corum está à procura de imóveis comerciais em Portugal
07.07.2020
A Corum anunciou que está à procura de novas oportunidades no imobiliário comercial.

A Corum, sociedade francesa que gere mais de quatro mil milhões de euros em soluções de poupança, anunciou que está à procura de novas oportunidades no imobiliário comercial para aumentar o portefólio dos seus fundos de investimento imobiliário.

Em comunicado, avança que, com dois fundos comercializados em Portugal – o Corum Origin e o Corum XL – que contam com mais de 50 mil investidores, a sociedade “acredita que a actual situação económica é o momento certo para reforçar a sua estratégia de crescimento”. Recorde-se que a Corum já investiu 60 milhões de euros na compra de imóveis, desde 2014, no nosso País.

José Gavino, director da Corum em Portugal, citado no comunicado, explica que “apesar do momento atual marcado pela incerteza, há vários anos que nos preparamos para este tipo de situação. As crises económicas são cíclicas e sabemos que quem está preparado para as enfrentar encontra sempre boas oportunidades de investimento. Acreditamos na resiliência do sector imobiliário e, tendo como base da nossa estratégia a diversificação, temos imóveis em vários países e arrendatários de vários sectores de actividade, estamos numa posição confortável para crescer”.

A Corum considera que “a paragem da actividade económica terá efeitos” e, por isso, de acordo com José Gavino, “a nossa prioridade, na fase inicial, foi ajudar arrendatários que necessitaram realmente de apoio, para que possam ultrapassar esta crise e retomar a sua actividade nas melhores condições possíveis. Esta ajuda criou uma situação vantajosa para ambas as partes”. No entanto, diz que estão “atentos a comportamentos de arrendatários que possam sentir-se tentados a explorar a actual situação”. E adianta ainda que, “nesta primeira fase, recebemos uma percentagem baixa de pedidos para suspensão ou adiamento de rendas, incluindo em Portugal, e os que foram aceites não têm impacto relevante na performance anual dos investimentos”.

José Gavino salienta ainda: “Num cenário hipotético pessimista, simulando uma perda de 30% dos nossos arrendatários durante um ano, a nossa rentabilidade em ambos os fundos ultrapassaria os 4,4% este ano. Esperamos, no entanto, estar muito próximos dos objectivos de rentabilidade anuais de 5% e 6% para o Corum XL e Corum Orgin, respectivamente. Ainda que se tratando de realidades e investimentos muito diferentes, entre Janeiro e Abril, a Bolsa de Lisboa caiu quase 18% pelo que os nossos fundos podem ser uma alternativa a considerar pelos investidores.”

A prioridade agora, para o director da Corum em Portugal “é procurar oportunidades de mercado que permitam expandir o portefólio dos nossos fundos e procurar as melhores soluções para remunerar os nossos investidores. Temos ultrapassado sistematicamente os nossos objectivos de rentabilidade. Em 2019, superámos os 6,25%* em ambos os fundos. Este ano, e com a economia mundial em ponto morto, a nossa expectativa é de uma remuneração ligeiramente inferior, mas próxima do objectivo anual traçado”.

Para a Corum, a situação actual é a indicada para tirar partido das oportunidades de compra num mercado que, pelo menos temporariamente, vai oferecer rendimentos imobiliários mais realistas face aos últimos anos.

José Gavino destaca que “acreditamos que teremos boas oportunidades, em países cuja moeda esteja a desvalorizar e em sectores de actividade com potencial de crescimento, como a logística ou a saúde. Estamos preparados para as agarrar, como aconteceu recentemente para o fundo Corum XL, com a aquisição de um edifício nos arredores de Londres, arrendando em exclusivo a uma sociedade americana de biotecnologia que está a desenvolver tratamentos para a cura da Covid-19 e que gera uma rentabilidade inicial próxima dos 7%”.

O presidente da Corum Frédéric Puzin acrescenta ainda no comunicado que “actualmente, todos os investidores vão na mesma direcção e não querem hotéis, por exemplo. É exactamente por esta razão que existem oportunidades para nós. Para nós, o mercado parece mais “saudável” do que há dois meses”.

 

Fonte: Magazine Imobiliário